No caso de que nom vos decatasse-des,
vem de alguma forma se trocar chungo
soar como se soubese-des do que é que estades a falar?
Ou acreditar firmemente no que estás a dizer?
Invisíveis marcas de interrogaçom e (sabes?) entre parênteses
apegam-se aos extremos das nossas frases?
Mesmo cando as sentenças nom som, osea, dúvidas? Sabes?
As oraçons declarativas — assi chamadas porque adoitavam,
como, DECLARAR que certas cousas som verdade,
ao contrário de outras cousas que, osea, nom o eram –
venhem de ser infectadas por um tom interrogativo
mazo molom e trágicamente guai? Sabes?
Osea, que nom penses agora que som chungo por me decatar disto;
é somente o que se di na rua, sabes?
É coma, osea, o que ouvim por ai?
E, vamos, nom investim nemum esforço nas minhas propias opinions, vale?
Somente estou a che convidar para te unires à minha incertidume?
O que foi da nossa convicçom?
Onde estam as pernas sobor das que uma vez andou?
Tenhem sido, coma, taladas
junto com o resto da selva amazónica?
Ou sera que, vamos, que nom temos nada que dizer?
Que a sociedade trocou-se, osea…
Quero dizer… Sabes?
Que chegamos ao ponto no que realmente semelha que… boh, isso!
Daquela, a nosa falta de articulaçom… amento
é somente uma… movida
que enmascara o facto de que nos convertimos
na geraçom mais agressivamente inarticulada
dende… coma… a ostia de tempo!
Rogo-vos, imploro-vos, exorto-vos,
desafio-vos: a que faledes con conviçom.
Dizide o que pensades dum jeito que denote
a determinaçom coa que credes nisso.
Porque ao contrário do que se le por ai,
nom abonda nestes tempos com que a gente CUESTIONE A AUTORIDADE.
É precisso que faledes com ela, vamos.
Esta é uma traduçom livre do poema Totally like whatever, you know?, de Taylor Mali, e o vídeo é uma montagem de Ronnie Bruce. Coma traduçom, nom é moi boa, e tem gralhas, e evidentemente o jeito em que degenera a fala dos USAmericanos nom é idéntico ao nosso… pero seguramente ha valer coma ejemplo e reflexom.
